sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Tratando-se de marcas o Brasil não "anda", porque será?

Com todo respeito venho fazer um comentário de três marcas famosas aqui no Brasil, a Natura, Boticário e Avon. Todas são excelentes em produtos, porém pecam em muitos quesitos que para o reconhecimento e retorno financeiro que tem não combina nem um pouco. A Avon desde sempre caminha com problemas de marketing visual, a Natura com toda sua variedade de perfumes, maquiagens, óleos e cremes tem um estranho costume de criar aromas parecidíssimos, não acredita? Então experimente sentir o aroma de vários produtos e me responda. O Boticário diferente da Natura, tem os aromas bem individuais assim evitando esse "ar" de repetição, porém ultimamente vem decaindo e muito com o marketing visual, ficando quase no nível da Avon brasileira. Sem contar com o costume de retirar produtos de linha. Existem muitas faculdades de marketing, de publicidade, de gestão, enfim muitas para qualificar intensamente profissionais que poderiam resolver esses pequenos problemas, ou seja, profissionais competentes existem para isso, o problema é a escolha deles. A percepção de que algo está sendo feito em vão como a retirada de produtos no Boticário, o investimento torto da Avon e a mesmice da Natura. Jogada de marketing não é mesmo, pense que a Avon sozinha não "sairia do lugar", a Natura não subiria se não fosse a decadência do Boticário, juntamente com a entrada dos perfumes importados. E o Boticário venderia muito mais se somasse suas criações ao invés de diminuir. Deixo um recado então para estas marcas e outras em situações parecidas. "O Brasil tem capacidade para encerar seu próprio chão, então parem de dar lugar aos outros para encerarem o nosso chão, porque temos muitos profissionais bons para isso. É só escolher colocar cada um em seu devido lugar, ok?!"

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Bondade não é qualidade...

Bondade não é qualidade, não é defeito. Ela faz parte do nosso ser assim como nossos membros. É uma necessidade vital, ela alimenta a alma, assim como os alimentos e a água alimentam nosso corpo. Por uns é vista como ingenuidade nos dias de hoje, para outros significa uma qualidade angelical rara, que poucos conseguem ter. Infelizmente alguns sentem vergonha de ajudar, outros pensam que a pessoa que necessita pode resolver e por isso se esquivam. Ajudar e ser bom é bobear, fraquejar, ser "burro" para grande parte.
Quem de nós vive sem culpa? Quem de nós quer se sentir só? Quem de nós deseja ser odiado? E quem de nós gostaria de ser perdoado?  Se você acha que ser gentil, caridoso e justo é algo errado, "sem futuro" ou para ser utilizado com quem merece, o porque você espera algo de bom sempre? Nós esperamos o melhor, esperamos pessoas que muitas vezes não somos capazes de ser. Esperamos um bem que está em nosso interior e nem sempre somos capazes de mostrar. Nem sempre somos merecedores e o mais interessante é quando no auge do desmerecimento alguém que por várias vezes julgamos desmerecido é o primeiro a estender a mão. Mesmo com tanto motivo para exercer a bondade, a esperteza ganha o espaço e faz da bondade uma qualidade ou uma simples atitude por conveniência. Se você está pensando ao contrário. Que bondade não é vital, pense em alguém muito cruel, esse com certeza tem uma mãe, ou um filho ou algo que ame e seja bom...Ela nasce conosco, mas só cresce e se reproduz quando queremos, diferente da qualidade que adquirimos com o passar do tempo.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

A novela mexicana entre os comerciantes autônomos e as leis do governo...

Não é de hoje que ouvimos um "blá, blá, blá" de leis impostas pelo governo para liquidar a vida mansa dos comerciantes de calçada, transportes alternativos e por aí vai. No meio de tantas ordens pouco seguidas pra lá e pra cá, ficamos nesse meio desamparados sem transporte, sem facilidade para compra de futilidades e utilidades, enfim inúmeros transtornos. Percebe-se que de ambos os lados camuflam injustiças, esforçando-se ao máximo em mostrar o que seria "melhor". Como o governo, que planeja organização, afirma que menos informalidade seria menos violência, explora o meio da mídia para tornar bem acessível os motivos de todo esse planejamento de organização e inúmeros outros motivos. E que também da mesma forma intensa que veicula o objetivo, deixa escapar de forma esfumaçada para ninguém ver a falta de transporte, que  mesmo já tendo posto em início o plano não vemos nem a metade de meios de transportes que deveriam ter para "tapar o buraco". Por outra parte, digo ser a pior sem dúvida, é a quantidade de gente que fica e ficará desempregada, com tão pouco emprego por aí, quando indagados, desconversam dizendo que a educação no Brasil está melhorando, só esquecem de dizer que a maioria trabalha para comer ou estuda e morre de fome, outros estudaram sim, mas não conseguem emprego acima de um salário mínimo, além destes motivos óbvios, ainda esbarramos na hierarquia de experiências, cursos, especialidades presentes na sociedade, que impossibilitam muitas chances, isso o governo não presta atenção, ignora.
Passemos para o outro lado, até porque o governo não é o único em Deficit de razão. Embora os comerciantes necessitem trabalhar, como todos nós, poucos fazem um esforço para amenizar a situação. A maioria deles dá continuidade a desorganização, podendo melhorar para amenizar esse choque, alguns fazem contrabando, vendem produtos totalmente ilícitos e ainda zombam do governo. O pior sem dúvida dos dois que citei é o transporte, precisamos porque o governo não disponibiliza o bastante, e eles dizem que sem eles ficaremos esperando horas. Bom, até aí tudo bem, mas vou relembrar para alguns que já passaram por situações e mostrar para quem nunca passou o que acontece nos bastidores. Essa frase que todos usam, pouco é verdadeira referente ao prejuízo que os cidadãos acabam levando, na realidade eles querem é "passageiros", correm feito loucos pelo trânsito, sem ética ao volante, apostam corridas, outros ficam com raiva porque tem um veículo na frente fazendo o mesmo trajeto, então esses competem tentando a ultrapassagem de maneiras amedrontadoras. Se fosse o caso de "tapar o buraco que o governo deixa" eles andariam de madrugada assim como andam de dia, porque de madrugada tem pessoas na rua também, claro que em menos quantidade, mas "rodariam", esse seria o sensato. Mas como o Brasil roda em "sentido contrário", vou ficar aqui comendo uma pizza assistindo a essa novela mexicana de terceiro, quase segundo e por um fio primeiro mundo com o nome de Brasil Veranil.


OBS: A COLOCAÇÃO ESTÁ GENERALIZADA, PORÉM EXISTEM PESSOAS HONESTAS E DIGNAS DE RESPEITO PELO QUAL ADMIRO EM SUAS SUPERAÇÕES. SOFREM TANTO QUANTO NÓS, POIS EM CERTAS VEZES ACABAM ATÉ "PAGANDO" PELA INJUSTIÇA QUE CORRE ENTRE AS LEIS E A AUTONOMIA NAS RUAS.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

significado de "O Cronista fantasma"

Por diversas vezes me perguntaram o que seria "Cronista fantasma", com uma explicação longa e cheia de atributos tento dizer o que é, no entanto poucos entendem. Decidi então, explicar por palavras, já que a melhor maneira que sempre encontro de comunicar as idéias e pensamentos é escrevendo.
Para começar o fantasma significa que poucos podem ver, é fantasma porque é neutro e transparente.
Sua forma concreta sou eu, pois não tenho costume de ler, nunca gostei de português, pouco estudei, terminei os ensinos básicos por provas federais e no entanto escrevo crônica, poesia, contos e letras de música. Esse conhecimento que tenho é um fantasma na sociedade que exige diploma ou dinheiro no mínimo para o tão esperado reconhecimento. Juntando todas as informações o Cronista fantasma é a voz de uma legião de artistas na sombra.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Você realmente sabe o que é certo ou errado para você?

A teoria mais severa para se seguir e cumprir sem dúvida é a de ser honesto, digno, disciplinado e etc... Uma infinidade de adjetivos que seguem esse padrão "certinho", que vamos admitir, é difícil e muito seguir, viver dessa forma em um mundo onde você é comido se não comer. O que de costume vemos são pessoas meio a meio, deve estar se perguntando como assim, a questão é que nem todos conseguem seguir a risca e por isso se tornam passíveis de erros e acertos dentro de suas próprias teorias, vezes seguindo e outras não. A indagação toda vem do fato de que escolhemos em muitos momentos o certo no errado e o errado no certo.
Como por exemplo deixar de ir a uma festa porque tem que trabalhar no dia seguinte, deixar de gastar um dinheirinho para sair e curtir a vida, porque tem que pensar no fogão que quer comprar em 2 anos. O que realmente vale a pena? Será que a espera, essa perfeição incorreta faz toda luz que a vida precisa ter?
Quando chamamos algo de insano, que jamais faríamos, será que fazer não seria o inperfeito correto a ter?
Hoje eu tenho a certeza que disse sim a ocasiões erradas e neguei dar vida aos meus dias em horas em que deveria ter tido coragem e ter seguido em frente.
Hoje repenso sobre o que seria loucura, já que essa busca de tudo perfeito só funciona dentro de nós mesmos, porque o externo não compensa. Ser honesto, gentil, digno, não tem nada haver com se arriscar, em querer experimentar, em querer descobrir o que nunca se quis conhecer por medo.
Tudo isso porque temos o péssimo hábito de apontar para as coisas e dar nomes a elas mesmo sem conhecer. Temos o péssimo hábito de pensar demais no amanhã e incrivelmente esquecer do presente. Temos o hábito de programarmos a vida, mesmo sabendo que a vida não se programa, ela se vive. Como algo em constante movimento curvas e ondulações é impossível medir humanamente, escolher o tempo, os resultados com exatidão, as escolhas são tão pessoais que ninguém além de você mesmo pode definir quais atitudes tomar, se vai ser tomada com razão ou sentimento a partir da necessidade do determinado momento a se optar.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

O medo e as experiências são sinônimos ao longo do tempo...

Analisando de forma extensa o tempo, deparei-me com a estranha concepção de que as experiências são sinônimas de medo, e vice e versa. Ter medo não é somente abdicar de uma decisão, ou esquivar-se de possíveis consequências. Quando passamos por experiências de qualquer forma, tanto ruins quanto boas, entendemos os pontos negativos e os positivos de qualquer situação automaticamente, o que nos faz preparados para outras situações, onde claramente em nosso consciente estará o lado negativo arquivado, para que o mesmo não seja escolhido em hipótese alguma. Sendo que embora situações parecidas aconteçam frequentemente, o resultado das escolhas, opções, decisões nunca é o mesmo, porque as pessoas são diferentes, como em um baile que a música é a mesma, o local é o mesmo, porém no passar dos anos as gerações vão mudando e os passos da dança também. Desta forma, os componentes da situação são capazes de mudar toda a história, marcando a diferença a cada momento acontecido. Só que o consciente não apaga o lado negativo, perdura por muito tempo, no popular se chama experiência. Pessoas experientes, que passaram por diversas situações em suas vidas onde aprenderam muito, em sofrimentos e em vitórias também, profundamente são pessoas amedrontadas e precavidas ao extremo. Conforme aumenta esse medo interno com nome de experiência, menos viva a pessoa se sente, ou seja, o medo que causa a precaução é bom quando se é equilibrado, quando se estende mais do que o devido, se torna devorador do tempo. Encurtando as próximas experiências, por medo de vive-las.
As melhores lembranças de um ser humano são exatamente até a fase jovem, precisamente até o período que se começa a experimentar muito, e ter pouco sucesso. Porque antes a experiência como era pouca não fazia tanto efeito, o medo não era evidente e nem fazia alarde. A coragem nessas fases são intensas e alegres, nada obscuras como o medo é.
A batalha mais cruel e difícil que o ser humano não consegue vencer desde sua origem é o equilíbrio, que o faria satisfeito e sábio, não somente experiente (medroso).

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

O início do meu amor pelas palavras.



Eu descobri que era cronista no dia em que estava irritada, chateada e cansada, que não conseguia dormir, não conseguia parar de pensar. Então, peguei um papel branco e liso, escrevi com aspereza tudo que precisava soltar naquele momento. Depois disso consegui dormir.
Descobri que era poetisa, quando percebi que amor rima com dor, não só na realidade como no papel também. Então comecei a escrever para desabafar, completei a descoberta quando decidi falar das minhas paixões da mesma forma, tudo que me satisfaz.
Descobri que era letrista, quando escrevi uma poesia e brincando tentei canta-la, comecei a cantar sempre nos papéis desse dia em diante.
Descobri que era contista, quando decidi falar de acontecimentos reais e surreais no papel, conseguia me sentir no lugar das pessoas, até nas que eu somente inventava.
Descobri que minha linha de escrita era voltada para autoajuda quando mostrei uma obra para uma amiga e ela se emocionou, e disse: "Poxa, eu queria que alguém tivesse me dito isso antes, nos piores momentos que passei". Então pude começar a escrever para o bem, sempre.
Descobri a maior importância disso tudo no dia em que estava muito deprimida. Com cinco reais no bolso, decidi ir a uma papelaria e comprar um caderno pequeno de capa dura e duas canetas. Não imaginava que pudesse ficar radiante de felicidade com aquilo. Desta forma também percebi meu jeito simplista de ver a vida. Posteriormente, comecei a escrever sem parar, escrevi 80 obras em pouco tempo, não parava de vir idéias, era a primeira vez que me organizava dessa maneira, antes escrevia e largava em qualquer lugar. Não imaginava que fosse me trazer tanta paz um dia.
Foi escrevendo que aprendi a viver, foi vivendo que aprendi o que é escrever e antes de tudo isso, ao nascer, Deus me deu esse presente de escrever com a alma e poder levar conhecimento, alegrias e ajuda as pessoas.