Meios termos são fracassados
Isolados e escravos de suas indecisões
Quando decididos a ser o meio
No meio são esgotados por rejeições
Neutros, pensantes, saturantes indivíduos
Dignos de um insano convívio
Entre opiniões morais e imorais sem definição, poluídos
Flexibilidade em exagero, corrompidos
Meios termos são condenados a felicidade
No meio de rejeições, poluições, saturações
Se destacam porque não se queimam quando o fogo arde
Não se afogam quando a água os inunda
Não voam quando a terra serve de base para caminhar
Respiram lentamente sem pressa, para não faltar ar
Embora sejam julgados e apedrejados por extremidades
São a inteligência raramente encontrada na humanidade
Da neutralidade extraem a sabedoria e nos ajudam a enxergar a verdade.
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
terça-feira, 28 de agosto de 2012
O amor sem pinturas
Eu não acredito em alma gêmea, em par perfeito, não acredito que exista alguém que nasceu para mim ou vice e versa, eu acredito no amor. Acredito em um amor que de verdade mova montanhas dentro de nós, aquele que provoca alterações em pensamentos, em gostos. Aquele que deixa lembranças e nos marca para toda a vida com as experiências que diferenciam nosso modo de ser e agir. Aquele que não importa o tempo, problema ou dilema, ele está sempre ali...Aquele que enquanto tiver coragem de lutar por ele, irá existir.
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Para que você usa o silêncio?
Para encontrar com as horas em um profundo lamento?
Perder a hora sem o seu consentimento?
E quando o silêncio aparenta congelar o tempo?
O seguimento das horas se baseia em sofrimento,
Sofrimento que se estende em demora.
O agora não existe e o pensamento acompanha lento esta trajetória...
Quando o silêncio vira conversa, a solidão vira glória,
Bem distante de tormentos, a hora corre, evapora...
O sentimento é de tristeza quando esse silêncio vai embora.
Então para que você usa o silêncio?
Para olhar a hora passar ou para viver a vida agora?
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Apenas cansada
De você...
Não tenho carinho sem pedir
Amor, sem suplicar
Beijos sem precisar falar,
Nem calma quando a raiva ou tristeza gritar,
Com você...
Passo os meus dias olhando para a televisão,
Vivo somente olhando e não vivendo a paixão,
Corto o coração toda vez que espero de você,
Algo de bom,
De você...
Ouço a todo instante que nada está bom,
Que não é feliz, e que controlo tudo em vão,
Que sou grossa e estúpida,
Mas nunca diz que sempre estou ao seu lado com dedicação,
Com você...
Me esbaldo em solidão,
Vivo de esperanças, sem ideia de concretização,
Sonho acordada, porque entre viver e fantasiar é melhor dormir,
As vezes tapo os ouvidos para não precisar te ouvir,
Que...
Eu não faço nada por você,
Não deixo você ser livre,
Que sempre estou cobrando algo,
Que não te aceito assim como você é, que você não vive,
Então...
Me pergunto o porque ainda estou do seu lado,
Me pergunto o porque o amor me deu esse fardo,
De amar e não ser amado,
Me contentando com um pocado de alguma coisa.
Por fim...
Em um cansaço infinito persisto,
Na humildade e nobreza de um pobre escritor,
Encarando a dura pena do amor,
Que a vida me sentenciou, sem ao menos eu falhar
Não sei quando, mas sei que um dia irá acabar a dor
E quem sabe o amor renasça em ti, me dando valor
Ou em outra pessoa, renovando o amor
Só desejo que seja diferente, sem dor.
segunda-feira, 4 de junho de 2012
O que nos motiva a sermos “nós mesmos”
Quando você estende a
mão para alguém, querendo ajudar, é considerado “bobo”.
Quando nega ajuda a
alguém que está precisando, é considerado uma pessoa ruim.
Quando você começa a
sonhar e se dedicar a realização de seus sonhos, pode ser chamado
de egoísta escondido ou na cara.
Quando você não
sonha, não tem objetivos, é um “zé ninguém”.
Quando você entra para
uma religião, alguns te chamam de fanático.
Quando não tem uma,
mesmo acreditando em Deus, já é considerado ateu.
Quando é desconfiado,
já pensam que é porque tá escondendo o jogo.
Quando confia em todos,
você é chamado de bobão.
Quando está feliz
porque ganhou na loteria, premiação no trabalho ou um carro, dizem
que você está se sentindo.
Quando não ganha nada
é um pobre coitado.
Quando vive namorando,
nunca solteiro, é corno.
Quando vive solteiro,
vai ficar pra “titia”.
Quando sai pra beber
uma cerveja todos os dias depois do trabalho para relaxar, é um
viciado.
Quando fica em casa
demais é um nerd, não sabe aproveitar a vida.
Quando fala na cara o
que pensa, dizem que é grosso e estúpido.
Quando não fala nada
que vem na mente, é falso.
Quando você segura
demais o dinheiro e se priva de certos privilégios é um “mão de
vaca”.
Quando gasta dinheiro
demais é um irresponsável.
Quando tenta ser todo
certinho, e recebe elogios pode ser invejado.
Quando não está nem
aí para acertar, e vive a vida livremente também é invejado.
Quando tenta equilibrar
as “coisas” para não ser julgado demais, passar desapercebido,
chega sempre um e diz que com esse jeito não vai a lugar algum.
Tudo que fizer nessa
vida é motivo de julgamento e opiniões alheias, faça somente o que
lhe agrada e tire suas próprias conclusões.
O momento mulher “TPM”
Tensão pré menstrual,
Tensão pós menstrual,
Antes, depois e sempre.
Qual mulher não vive seus dias de fúria. Aqueles dias que dá
vontade de gritar, correr sem rumo, ficar sem fazer nada, até
“curtir a fossa”, dias que a coragem antes incubada por
princípios moralistas, transbordam sobre a língua afiadíssima, a
ponto de magoar o tempo todo as pessoas, de vez em quando alguém em
específico, aquele que pegamos pra “crucificar. Todos os homens
conhecem esse momento ultra feminino, destacado pelo poder de ira que
pode existir dentro de uma mulher e pela flexibilidade magnífica de
um humor inconstante e irônico que vive nelas nesse período, embora
conheçam, não compreendem, nem nós mulheres conseguimos
compreender permanentemente a TPM em outras mulheres.
Ao olharmos a história
da mulher, passando por inúmeras gerações, não veremos somente
beleza, delicadeza e vaidade. Veremos muito sofrimento, anulação,
privações e injustiça também. Nenhuma mulher só trabalha, ou só
cuida do marido, ou cuida só dos filhos ou de sua própria liberdade
e individualidade. A mulher tem o dom de fazer tudo isso ou mais em
somente um dia. Como se ela guiasse um espaço inteiro em volta dela
mesma, um mundo que ela criou. Levando em conta estes traços da
história de nossas raízes, ao que conseguimos exercer hoje, posso
afirmar, que a medonha TPM é o momento em que exploramos a atitude
contida em nós, porque podemos expressar. O momento em que os homens
nos obedecem sem pestanejar. É o direito de nos apresentarmos como
“mulher” sem medo do que irão pensar, porque estamos na TPM e
ninguém pode nos desafiar.
domingo, 3 de junho de 2012
Uma carta para a solidão
Ôh solidão, porque me segue e me chama pra brindar, não quero teu aconchego, nem sossego em todo momento como quer me dar, adoro quando me visita, quando minha mente precisa refletir, pensar. Mas não posso viver com você a cada segundo, minha vida se tornaria um vazio profundo onde não sentiria prazer em estar. É difícil te agradecer e ao mesmo tempo te rejeitar, mas cada coisa no seu lugar, não posso viver para te corresponder e me lamentar. Vida precisa de vida, assim como você precisa do silêncio, a dor do lamento e o calor do vento. É triste, mas só posso te responder com silêncio, o mesmo que te rega, te faz viva. Espero que tua resposta ao meu apelo sincero seja "Vá, e de vez em quando me deixe lhe visitar". Não quero lhe deixar aborrecida, porque sempre foi fiel e amiga, como em várias noites que me deu a chance de poder refletir sobre mim e os acontecimentos, me deu a oportunidade de me equilibrar. Esta não é uma carta de despedida, é uma carta escrita com muito carinho lhe pedindo um tempo, não há espaço para pensar, necessito agir, para depois voltar a lhe encontrar. Vou viajar ao encontro da liberdade e atitude, já é hora, não posso esperar. Assim como me ajudou e ajuda, elas também vão me ajudar, me ensinando a arriscar e continuar a caminhar.
Até mais...
Um alguém solitário
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