sexta-feira, 11 de maio de 2012
"Uma das maiores dificuldades que o homem tem em terra está em acompanhar as voltas que a vida dá. Conformar-se, adaptar-se, desfrutar de suas curvas imprevistas e aprender que a felicidade em cada dia tem uma fisionomia diferente. Assim como as tristezas, que delas devemos humildemente extrair aprendizado a todo instante em que elas estiverem em nós e nos outros."
O cachaceiro da ruaça!
Já bebi cerva de gargalo na garrafa
Já fiz fumaça dentre os arcos da lapa
Já joguei moeda no rio e fiz um pedido
Ganhei foi um castigo da pavorosa cachaça
Atravessado no banco da praça tive a honra de ver
Carlos cachaça dando um "oi" com seu violão
Pixinguinha, Cartola e Jamelão passando na outra calçada
Com a cachaça e um microfone na mão.
Não satisfeito, me levantei e fui a caça
Acendi a seda, e sentei na carcaça de um carro
Esperando o Sol raiar, de repente raiou um tapa na nuca
que quando abri os olhos tomei um susto que a fumaça chegou a me engasgar
Olhei pra cima, era o Nelson cavaquinho, me pedindo pra escutar seu samba
Que coisa louca e insana, era efeito da fumaça ou da cachaça?
De qualquer forma fiquei ouvindo até a noite chegar
Já era o outro dia e eu não queria deixar os bambas pra lá.
Depois que a seda e a "chaça" acabou, deitei de novo no banco da praça
Quando acordei estava deitado em uma maca de um hospital
Loucura ou não foi sensacional, vi e conversei com todos eles
Ainda dei uma de cantor no final com a maior graça
As enfermeiras me contaram a desgraça do ocorrido
Eu tinha bebido e fumado tanto que não acordava mais
Elas não sabiam que conheci os bambas do samba naquela noite
Então eu as disse na raça, que não ia beber mais
No dia seguinte, Jamelão me parou na esquina, me chamou pra entrar no bar
Desconfiado fui, chegaram todos os outros, não tinha como segurar.
Começamos a criar poesias e samba, sem parar
Com a cachaça do lado e a fumaça pra acompanhar.
Já fiz fumaça dentre os arcos da lapa
Já joguei moeda no rio e fiz um pedido
Ganhei foi um castigo da pavorosa cachaça
Atravessado no banco da praça tive a honra de ver
Carlos cachaça dando um "oi" com seu violão
Pixinguinha, Cartola e Jamelão passando na outra calçada
Com a cachaça e um microfone na mão.
Não satisfeito, me levantei e fui a caça
Acendi a seda, e sentei na carcaça de um carro
Esperando o Sol raiar, de repente raiou um tapa na nuca
que quando abri os olhos tomei um susto que a fumaça chegou a me engasgar
Olhei pra cima, era o Nelson cavaquinho, me pedindo pra escutar seu samba
Que coisa louca e insana, era efeito da fumaça ou da cachaça?
De qualquer forma fiquei ouvindo até a noite chegar
Já era o outro dia e eu não queria deixar os bambas pra lá.
Depois que a seda e a "chaça" acabou, deitei de novo no banco da praça
Quando acordei estava deitado em uma maca de um hospital
Loucura ou não foi sensacional, vi e conversei com todos eles
Ainda dei uma de cantor no final com a maior graça
As enfermeiras me contaram a desgraça do ocorrido
Eu tinha bebido e fumado tanto que não acordava mais
Elas não sabiam que conheci os bambas do samba naquela noite
Então eu as disse na raça, que não ia beber mais
No dia seguinte, Jamelão me parou na esquina, me chamou pra entrar no bar
Desconfiado fui, chegaram todos os outros, não tinha como segurar.
Começamos a criar poesias e samba, sem parar
Com a cachaça do lado e a fumaça pra acompanhar.
Rabiscos
Algumas pessoas entram em nossa vida e escrevem lindos e valorosos poemas, outras escrevem páginas com textos raros e preciosos.
Tem pessoas que escrevem somente frases, outras cartas em tom de desabafo por mágoas que em algum momento fomos causadores.
Outras somente leem as páginas do nosso livro para epenas admirar a nossa história
Ainda tem pessoas que leem e querem viver como nós vivemos até a última letra, mesmo sem saber qual será o final.
Outros entram em nosso livro apenas para corrigir erros, e acrescentar palavras certas.
Tem alguns que entram e tentam trocar o sentido das palavras como se tivessem poder sobre nossas vidas.
Tem pessoas que nos mostram que podemos corrigir, mudar o sentido da frase, mas jamais poderemos apagar o que foi escrito, nos ensina a rabiscar os desvalores e escrever por cima com força tudo que nos faz bem, o que devemos valorizar.
Algumas pessoas entram em nossa vida e escrevem lindos e valorosos poemas, outras escrevem páginas com textos raros e preciosos.
Tem pessoas que escrevem somente frases, outras cartas em tom de desabafo por mágoas que em algum momento fomos causadores.
Outras somente leem as páginas do nosso livro para epenas admirar a nossa história
Ainda tem pessoas que leem e querem viver como nós vivemos até a última letra, mesmo sem saber qual será o final.
Outros entram em nosso livro apenas para corrigir erros, e acrescentar palavras certas.
Tem alguns que entram e tentam trocar o sentido das palavras como se tivessem poder sobre nossas vidas.
Tem pessoas que nos mostram que podemos corrigir, mudar o sentido da frase, mas jamais poderemos apagar o que foi escrito, nos ensina a rabiscar os desvalores e escrever por cima com força tudo que nos faz bem, o que devemos valorizar.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
O que está acontecendo com a conscientização humana?
Quando era criança, adorava brincar na rua nos finais de semana, minha brincadeira preferida era jogar queimado e golzinho, brincava tanto, que chegava em casa suada, e cheia de fome, depois que tomava um banho, sentava-me a mesa e minha mãe colocava meu prato com o que na época mais gostava, feijão com arroz e peito de frango picado com cebola fritos. Fui criada com estes costumes, naquela idade não tinha conhecimento e estrutura para definir opiniões ou atitudes sobre mim e a vida. O que me faz hoje relembrar destes momentos que perduraram em partes até pouco tempo. Hoje ao olhar para a carne, não penso nos exageros ditos por alguns vegetarianos, nem na contradição dita por alguns religiosos, penso somente no sofrimento dos animais, naquilo
que sentem para chegar até a minha mesa. Aliás, naquilo que nós seres humanos os proibimos de sentir, a vida.
Desde quando somos seres vivos absolutos em nosso planeta?
Somos tão egoístas assim, ao pensar que somos os poderosos em ter o direito de comer a carne de qualquer ser vivo (animal)?
E os animais domésticos, o porque não o comemos? Simplesmente porque criamos, ou melhor, nos permitimos criar afeto.
Ao invés de procurar motivos para acreditar, iludir-se que a carne vermelha, branca e as demais são indispensáveis para o nosso organismo, procurem saber sobre a inteligência e poder de afeto dos animais. Nós temos a frente de nossos olhos o que queremos, o que a sociedade, os poderosos de um governo mundial querem. Os estudos que comprovam o nível de afeto, entendimento animal são poucos para a quantidade de animais mortos em todo o mundo para satisfazer nosso luxo, nossa crueldade. Passo constantemente por matérias e vídeos que demonstram acima da ciência, o afeto animal de diversas formas, pouco teóricas como os estudos e muito prática na ligação entre ser humano e o ser animal. Que inclusive passa despercebido constantemente, pela força da sociedade em que vivemos extremamente interesseira.
Para as pessoas que sentiram um manifesto de consciência dentro de si sobre o texto acima, indico alguns videos onde exemplifico de maneira mais formal e explicativa o que vem acontecendo por trás de nossa conscientização.
Este vídeo mostra a inteligência de uma gorila chamada Koko, em outros vídeos, ela se comunica com sua treinadora através de uma linguagem de sinais, muito interessante.
Este vídeo mostra o afeto que poucos acreditariam poder existir entre um leão e um humano.
Este vídeo é um documentário muito bem feito sobre o processo animal do nascimento a nossa mesa, dentre outros assuntos relacionados. Um dos melhores vídeos com este tema.
Este site é do Instituto Nina Rosa, eles são uma organização independente, sem fins lucrativos que atua voluntariamente em defesa da vida animal, consumo sem crueldade e vegetarianismo.
"Não é torturante, nem sacrifício deixarmos de comer carne animal. Torturante e sacrifício é o que os animais vivem até serem assassinados para nos satisfazer, uma condenação sem culpa!"
quinta-feira, 22 de março de 2012
O "tanquinho 4"
O mecanismo dele é bem simples, não precisa de tanta tecnologia para funcionar, mas lava tão bem quanto uma máquina super potente e tecnológica, com minha ajuda é claro, mas lava bem. Digamos que seu mecanismo seja o seu organismo (saúde), ele necessita do motor funcionando bem para viver, assim como nós. A água é um item fundamental para dar continuidade ao seu dia a dia, como as nossas necessidades vitais. E as roupas são as necessidades psicológicas fundamentais para o nosso "eu" sobreviver, assim como pra ele é o porque dele existir.
Antes de lavar separo peças brancas, escuras e íntimas (toalhas e etc). E posso detalhar para vocês as roupas da minha vida, as brancas são a família, meu amor, meus amigos, reparem que as roupas brancas usamos alvejante além do sabão em pó, como um tratamento zeloso, diferenciado, no término ficam branquinhas, com a aparência de pureza, limpeza excessiva, transborda luz. As escuras são pessoas que nos magoam, não deixamos de cuidar, porque mesmo que triste, ainda estão em nosso coração, reparem que elas costumam soltar uma tinta, é como se sempre quiséssemos retirar aquela dor, mas toda vez que a lavamos ela continua a soltar até o dia em que desbota de vez de nossa vida. diferente das brancas que podem até manchar, mas estão ali sempre claras e puras. As íntimas somos nós mesmos, percebam que a necessidade de obter higiene total nelas é bem maior, também olhem para o fato de que algumas roupas escuras ou brancas podemos utilizar mais vezes é só ter cuidado, as intimas não. Assim como nós que temos a necessidade de nos reciclar a todo momento, nos purificar de aborrecimentos, raiva, chateações. Tem pessoas que colocam tênis no tanquinho podendo até o quebrar de tão frágil que ele é. O Tênis não passa de nossa dor gritante, aquela que chamamos de raiva, vingança, assim como o ataque agressivo a sua fragilidade, esses sentimentos sempre impõem risco a nós mesmos, mesmo que a raiva seja de outra pessoa, ela nos abala tanto quanto o tênis que está lá dentro. Quando quebra, é o tanquinho que sofre abalos, não o tênis. É tão simples usar o tanquinho como viver nossa vida. Quando pegamos o manual é preciso olhar somente o que não podemos fazer, como verificar a voltagem, quantidade de peso e etc...Assim como em nosso cotidiano, quando nos machucamos em algum lugar ou momento, com pessoas. Ali não devemos mais mexer. Sabemos o que não queremos, mas muito pouco sabemos o que realmente queremos, já que a vida de tão simples não traz manual de uso.
Sem a eletricidade ele não funcionaria, ela é a espiritualidade, Deus. o fio que faz o transporte dela pra vida é o dom, a ligação. E a água que sai do tanquinho limpa ou suja, é a minha história. Simplesmente viva com simplicidade!
Antes de lavar separo peças brancas, escuras e íntimas (toalhas e etc). E posso detalhar para vocês as roupas da minha vida, as brancas são a família, meu amor, meus amigos, reparem que as roupas brancas usamos alvejante além do sabão em pó, como um tratamento zeloso, diferenciado, no término ficam branquinhas, com a aparência de pureza, limpeza excessiva, transborda luz. As escuras são pessoas que nos magoam, não deixamos de cuidar, porque mesmo que triste, ainda estão em nosso coração, reparem que elas costumam soltar uma tinta, é como se sempre quiséssemos retirar aquela dor, mas toda vez que a lavamos ela continua a soltar até o dia em que desbota de vez de nossa vida. diferente das brancas que podem até manchar, mas estão ali sempre claras e puras. As íntimas somos nós mesmos, percebam que a necessidade de obter higiene total nelas é bem maior, também olhem para o fato de que algumas roupas escuras ou brancas podemos utilizar mais vezes é só ter cuidado, as intimas não. Assim como nós que temos a necessidade de nos reciclar a todo momento, nos purificar de aborrecimentos, raiva, chateações. Tem pessoas que colocam tênis no tanquinho podendo até o quebrar de tão frágil que ele é. O Tênis não passa de nossa dor gritante, aquela que chamamos de raiva, vingança, assim como o ataque agressivo a sua fragilidade, esses sentimentos sempre impõem risco a nós mesmos, mesmo que a raiva seja de outra pessoa, ela nos abala tanto quanto o tênis que está lá dentro. Quando quebra, é o tanquinho que sofre abalos, não o tênis. É tão simples usar o tanquinho como viver nossa vida. Quando pegamos o manual é preciso olhar somente o que não podemos fazer, como verificar a voltagem, quantidade de peso e etc...Assim como em nosso cotidiano, quando nos machucamos em algum lugar ou momento, com pessoas. Ali não devemos mais mexer. Sabemos o que não queremos, mas muito pouco sabemos o que realmente queremos, já que a vida de tão simples não traz manual de uso.
Sem a eletricidade ele não funcionaria, ela é a espiritualidade, Deus. o fio que faz o transporte dela pra vida é o dom, a ligação. E a água que sai do tanquinho limpa ou suja, é a minha história. Simplesmente viva com simplicidade!
O tanquinho 3: Todo mundo tem um "tanquinho" em suas vidas.
Enquanto o fazia companhia em uma de suas lavagens, tentava me lembrar dos "tanquinhos" que tive em minha vida, ou seja, paixões, objetos de valor quase humano. Parece engraçado, mas não é? É fato e vou fazer vocês relembrarem desses valores em suas vidas através de alguns que tive. Na minha adolescência tive uma mochila de cor verde escuro, ela era estilo montanha, bonita, não tão grande e bem prática, o bonita acabou cedo, como usava muito, ela ficou feiosinha precocemente, mas amava tanto aquela mochila que fui capaz de guarda-la por muitos anos mesmo sem poder usa-la, já que estava rasgada, desbotada e tudo o mais. Eu me sentia poderosa com ela, juntas éramos o par perfeito. A pouco tempo tomei coragem e a enterrei. Outra valor que tive em minha vida foi um tênis olympikus preto, ele era bem simples, usava para ir para a escola, imaginem que como qualquer tênis sendo usado todos os dias, desgastou rápido, mas pra mim ele durou muitos anos, chegou uma época que ele estava tão apertado em meus pés que começou a furar do ladinho, mesmo assim o usava, quando a cor dele de preta ficou cinza rabiscado, decidi modernizar, pedi ao meu pai para comprar uma latinha de tinta para pintar meu tênis, vocês devem achar uma loucura isso, mas digo que loucura é usar a latinha para pichar muro, então jovens, pichem seus tênis, mas não pichem as paredes, porque é feio. Voltando ao assunto, pintei meu tênis, ficou lindo, cromado. coloquei cardaço branco, ficou mais estiloso ainda, usei por bastante tempo depois disso, até rasgar de vez e o dedinho ficar dando "oi" a luz do dia. Igualmente a mochila, ele ficou guardado por mais um tempo no armário, até o dia em que outro guerreiro entrou em seu lugar. Foi um estilo montanha todo lindão, esse durou menos tempo, a sola tava querendo se separar do tênis por motivos íntimos entre os dois. Aff. Eu andava tanto com ele, que meus pés estranhavam qualquer outro tipo de sapato, tênis, chinelo, até o chão. Outra paixão foi um perfume baratinho que comprei na farmácia em uma época de "vacas magríssimas". Sempre gostei de andar cheirosa de verdade, então mesmo que não pudesse comprar um água fresca da boticário nem um kriska da Natura, eu comprava um alfazema na farmácia que era o cheirinho mais agradável dos perfumes baratos que conhecia por lá. Na época que comprei me sentia maravilhada quando colocava ele para sair de casa, mesmo que não durasse muito em meu corpo, nem duas horas, eu ficava saltitante no momento em que colocava, esse teve vida curta, um desavisado deixou ele cair, não sobrou nem uma gota para contar história, eu fiquei tão triste, tão triste que resolvi ficar sem perfume mesmo, me resume em desodorante e sabonete mesmo, nesta época lavava o cabelo com sabonete mesmo, porque não tinha dinheiro para comprar shampoo e condicionador, como sempre flexível a vida, me acostumei com a necessidade, tornei-a costume e vantagem, pois adorava meu cabelo no estilo black power, era assim que ele ficava de tão ressecado. Enfim, não são só pessoas que passam em nossas vidas e deixam marcas, lembranças, objetos também. Como diz o poeta Gonzaguinha:
"Viver!
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz...
Ah meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser
Bem melhor e será
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita..."
Quem sabe o mistério da felicidade esteja neste caminho? Uma das melhores coisas da vida está exatamente em poder amar, reconhecer o valor em tudo que te faz bem desde um simples tanquinho a muitas pessoas.
"Viver!
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz...
Ah meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser
Bem melhor e será
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita..."
Quem sabe o mistério da felicidade esteja neste caminho? Uma das melhores coisas da vida está exatamente em poder amar, reconhecer o valor em tudo que te faz bem desde um simples tanquinho a muitas pessoas.
O "tanquinho 2"
Enquanto lavava as roupas, escutava um barulho estranho, pensei "Será que ele está indo embora?". Tentei puxar algumas roupas que estavam sendo lavadas, para achar o problema, como a esperança de que não seria nada, mas ele continuava fazendo o barulho. Desesperada com medo de perder o honorável tanquinho, apalpei a cadeira que estava atrás de mim em busca de sentar para relaxar e pensar no que estava acontecendo, o que poderia estar ocasionando. Fiquei alguns minutos na mesma posição de cabeça baixa e pensando "o que será de mim sem meu amigo". Em um piscar decidi me levantar e me conformar com a perda precoce do meu fiel amigo. Fui até as outras pessoas que estavam em casaMaria Lúcia Bosco e Gabriela Rodrigues de Oliveira para avisar sobre seu estado. E voltei a cozinha para retomar as tarefas. Quando terminou a lavagem, comecei a me despedir dele em pensamento, retirando as roupas e espremendo-as lentamente. Depois de estende-las coloquei a mangueirinha no ralo para descer a água e retornei a fazer as tarefas, depois de um tempinho voltei para limpa-lo e tive um surto de euforia. Vi moedinhas no fundo dele. Elas que estavam fazendo o barulho. Isso exemplifica a teoria de realismo que muitos confundem com pessimismo, exemplo pequeno e simples que mostra a capacidade de entender a perda provável em geral e saber lidar com ela, esperando o melhor, claro. Nesse caso a melhor das expectativas reinou, ele não "bateu as botas", continuou a "dançar com elas".
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