sábado, 17 de novembro de 2012

Reunir lembranças, construindo um presente

Em algumas épocas sentimos que a vida "não anda", que nada acontece, nos entristecemos de uma forma tão profunda, que as horas chegam a ser alteradas por nosso desespero de encontrar a "vida" dentro de nós.  Os dias demoram a passar assim como a angustia. Nessas situações, por defesa, costumamos sobreviver de lembranças, mesmo conscientes de que nunca voltarão a ser presente.
Eu sempre escuto alguém dizer que o tempo, hora anda depressa, hora anda devagar, quase parando. Minha  interpretação é devagar = ruim, depressa = bom. Já pararam pra pensar no quanto o tempo anda "depressa" como estamos infestados de alegrias? Não dá tempo, né!? Pois é...Não dá tempo mesmo.
Recentemente li uma matéria que falava do preenchimento do tempo, que nos traz probabilidades maiores de alcançar uma felicidade menos inconstante. Cada um pensa de uma forma. Ainda existe a teoria simples de que não temos tempo porque a tecnologia está cada vez mais avançada, logo, temos muito o que fazer, opções de como fazer e os dias vão se tornando mais curtos a cada descoberta no mundo tecnológico. 
Para preencher nosso tempo com descobertas no mínimo inusitadas pela ciência, separei algumas matérias de um site que gosto muito e indico para quem é curioso ao extremo. Divirtam-se!




E muito mais...



quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Eu vi gentileza!

Essa não é uma história de superação, é somente um relato de gentileza. Achei simples, porém, algo muito útil de saber quando esquecemos de ser gentis por algumas vezes ou achamos que a gentileza é quase morta ao nosso redor.
Em um dia comum, sai de casa para trabalhar, ao entrar no ônibus me surpreendi, no banco do motorista estava uma mulher. Não tenho preconceito, mas é difícil vermos mulheres dirigindo ônibus, pelo menos por aqui. O mais interessante, foi a continuidade de surpreendimentos. Enquanto esticava o braço para dar o dinheiro da passagem dizia "Boa tarde!" Como faço sempre, e ela respondeu com um sorriso no rosto "Boa tarde!", pode parecer bobo, mas não é, dificilmente sou respondida quando falo com os motoristas, quando sou, as palavras curtas saem "entre os dentes". Então já com consequências calorosas da gentileza, passei pela roleta e sentei em um banco perto da porta de saída com um sentimento feliz, é isso que a gentileza faz, nos injeta sorrisos. A parte final do relato, foi na metade do caminho para o trabalho, que uma senhora e um senhor de idade subiram no ônibus e a motorista pacientemente esperou eles procurarem o cartão de embarque, passarem na roleta e se acomodarem nos bancos para poder andar com o ônibus. Isso é gentileza! 

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

O abismo entre gerações

Eu fui criada na geração coca-cola, dobrei a esquerda e passei pela geração "tipo assim", mas tipo que, virei a esquerda mais uma vez e conheci a geração "CDF" (prefiro não comentar), fiquei indo de esquerda a esquerda e acoplei em mim um monte de gerações que me fizeram hoje ser chamada de "velha", tipo assim, isso não é uma geração, é uma passagem de fase da vida talvez, isso dói mais do que tomar um gole grande de coca-cola, sentindo a garganta arder, mais que ficar um dia inteiro com o traseiro sentado na cadeira estudando e muito, mas muito mais do que tentar fazer alguém entender algo muito complexo sem dizer um "tipo assim" .
Meus hábitos são andar nas ruas praticando e esperando gentilezas, dou bom dia, boa tarde e boa noite, sorrio para quem nem conheço e puxo assunto com quem espera ao meu lado na fila do banco, sinônimo para esses hábitos é ser velha hoje em dia. Se tivesse um filho deixaria de joelho no milho se falasse palavrão e comeria seu fígado (exageros) se ele comesse uma menininha sem camisinha, e o que pensariam disso? No mínimo uma carrasca. Preciso rir, mas já estou gargalhando, imagine essas gerações que reclamam horrores em gerações que se queimava a língua de quem falasse palavrão ou enforcava quem brincasse de bruxaria. A verdade é que educação tá em falta, e as gerações rebeldes em alta. Como se desenvolve uma personalidade com hábitos regulares de gerações bem expressivas como estas que citei? No mínimo problemáticas, sair delas e tornar-se o oposto do que passou na adolescência é como acertar uma bolinha de golfe no buraco a quilômetros de distância com uma chance só. As gerações devem ser vividas sempre, mas quem ensina a criança, adolescente a vivê-las são os pais. Eles podem dizer tipo assim, podem beber coca-cola demais, podem estudar muito, curtir um rock, um pagode, um funk, mas não podem anular suas vidas, arriscar suas vidas somente por uma ideia não resolvida. 
Não aumentem mais a distância de uma geração a outra, abrindo cada vez mais o abismo, ensinem seus filhos a pular os abismos. Eles serão mais saudáveis, conhecendo o mundo desta forma, sem guerra, sem raiva, livres e conscientes neste mundo de mil e uma gerações. 

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

ALMA X RAZÃO

No Brasil o esquema social é o seguinte, quem expressa com a alma, no mínimo é pobre, quem expressa a razão moral, racional e tudo "al" é no mínimo classe média, quem expressa mentira, dá calote em expressões favoráveis por maioria de votos é no mínimo rico. E quem tenta mudar o mundo é no mínimo idiota. Mas quem tenta ser como é, sem precisar colocar selo de alma na testa, nem dar calote em ninguém pra ser rico é no mínimo inteligente. E quem troca o "X" por "," é um gênio, antes com as duas, do que com uma ficando cambeta, ou sem as duas ficando sem pernas.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

O meio termo

Meios termos são fracassados
Isolados e escravos de suas indecisões
Quando decididos a ser o meio
No meio são esgotados por rejeições
Neutros, pensantes, saturantes indivíduos
Dignos de um insano convívio
Entre opiniões morais e imorais sem definição, poluídos
Flexibilidade em exagero, corrompidos
Meios termos são condenados a felicidade
No meio de rejeições, poluições, saturações
Se destacam porque não se queimam quando o fogo arde
Não se afogam quando a água os inunda
Não voam quando a terra serve de base para caminhar
Respiram lentamente sem pressa, para não faltar ar
Embora sejam julgados e apedrejados por extremidades
São a inteligência raramente encontrada na humanidade
Da neutralidade extraem a sabedoria e nos ajudam a enxergar a verdade.



terça-feira, 28 de agosto de 2012

O amor sem pinturas

Eu não acredito em alma gêmea, em par perfeito, não acredito que exista alguém que nasceu para mim ou vice e versa, eu acredito no amor. Acredito em um amor que de verdade mova montanhas dentro de nós, aquele que provoca alterações em pensamentos, em gostos. Aquele que deixa lembranças e nos marca para toda a vida com as experiências que diferenciam nosso modo de ser e agir. Aquele que não importa o tempo, problema ou dilema, ele está sempre ali...Aquele que enquanto tiver coragem de lutar por ele, irá existir.

terça-feira, 21 de agosto de 2012


Para que você usa o silêncio?
Para encontrar com as horas em um profundo lamento?
Perder a hora sem o seu consentimento?
E quando o silêncio aparenta congelar o tempo?
O seguimento das horas se baseia em sofrimento,
Sofrimento que se estende em demora.
O agora não existe e o pensamento acompanha lento esta trajetória...
Quando o silêncio vira conversa, a solidão vira glória,
Bem distante de tormentos, a hora corre, evapora...
O sentimento é de tristeza quando esse silêncio vai embora.
Então para que você usa o silêncio?
Para olhar a hora passar ou para viver a vida agora?